segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DESVIÉS

o olho
direito
não vê sinistro

VIÉS

o olho
esquerdo
não vê direito

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

RESENHA CRÍTICA DE ARTIGO CIENTÍFICO

MAGALHÃES, Hilda Gomes Dutra; SILVA, Luíza Helena Oliveira da; BATISTA, Dimas José. Do herói ficcional ao herói político. Universidade Federal do Tocantins (UFT). Submetido em 16/10/2007, aceito em 26/11/2007. ISSN 1806-5821. Publicado online em 03/12/2007. Ciências & Cognição 2007; Vol. 12: 18-30 <http://www.cienciasecognicao.org>

RESENHA CRÍTICA 
Vitor Lucas Dias Barbosa* 

          Os autores do artigo científico Do herói ficcional ao herói político iniciam seu estudo apresentando embasamento na área de Análise do Discurso (AD) e na perspectiva dialógica de Bakhtin. Postos esses pilares que irão fundamentar a pesquisa, partem para uma análise alusiva entre realidade e ficção, literatura e política, no que se refere, mais especificamente, ao herói ficcional (literário) e ao candidato a cargos políticos. O artigo se desenvolve inicialmente numa perspectiva genérica, partindo “do pressuposto de que a arte literária, mais do que um simples documento estético de um povo, materializa os valores ideológicos que sustentam a cultura de um determinado grupo. Acreditando nisto, podemos entender a produção literária como um termômetro para se compreender a consciência política de um grupo social, o que pode ser observado não apenas no tipo de literatura que essa sociedade produz, mas principalmente na natureza dos textos que ela consome.” (p. 19), para depois lançar um olhar mais específico, ao longo do artigo, ao analisar a campanha para a eleição do governador do Estado de Tocantins em 2006. 
          
          Na segunda parte do artigo, intitulada As determinações do discurso, os autores buscam bases teóricas, em autores como Althusser, Foucault, Mussalim, Orlandi e Heliane de Castro, para corroborar as relações entre discurso e poder, ideologia e valores. Essas relações se mostram importantes como antecipação da analogia, pretendida no artigo, entre o herói literário e o “herói” político, que passa a ser efetivamente discutida na terceira parte: O berço do herói, quando os autores fazem um levantamento histórico do imaginário popular acerca da figura mítica do herói, desde a mitologia greco-latina até a cristã. Os heróis ficcionais são construídos em cima de preceitos morais e éticos, e os “heróis” políticos são produzidos a partir da reprodução desses valores. A discussão nesse momento do artigo suscita o clássico embate entre o bem e o mal, levando em conta que eles são definidos por ideologias e valores sistematicamente pré-estabelecidos para favorecer as bases do poder sócio-político, por isso a “encarnação” dos candidatos políticos como figuras heroicas, do bem, contra figuras carregadas de vilania, do mal, seus adversários, que curiosamente também são candidatos. Dessa forma, o (e)leitor é conduzido, “desde a mais tenra infância, por um lento e progressivo processo doutrinário, durante o qual introjeta valores que não são necessariamente os de sua cultura, considerando-os, mais do que normais, desejáveis.” (p. 22). 
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*Graduando em Letras pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) 
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2


          Antes de encaminharem-se para as considerações finais, os autores ainda desenvolvem mais duas seções no artigo; uma intitulada Eu tenho a força, na qual há uma analogia entre o personagem He-Man e o candidato político, que “afirma que precisa do voto do eleitor para resolver os problemas do povo, reclama para si a força e a espada mágica de He-Man: eu tenho a força da representatividade, sou, portanto, detentor da legitimidade e das condições para poder fazer.” (p. 23), seção esta que reafirma a anterior, O berço do herói, no que concerne à discussão sobre a origem dos heróis fictícios e a apropriação de suas virtudes por candidatos; e na seção que antecede as considerações finais, intitulada O discurso do anti-herói, é possível observar que os autores realmente passam a discutir a campanha para governador do Estado de Tocantins em 2006, apresentando e analisando os recursos utilizados, como o jingle de campanha, e acabam caindo em contradição com o que foi analisado ao longo do artigo. 

          Ora, se durante a pesquisa seus autores apresentaram que o eleitor passa por um processo doutrinário que o conduz na escolha de valores, que não sejam parte necessariamente de sua cultura, assim considerando-os normais e até desejáveis (vide citação da p. 22), na penúltima seção eles afirmam que “A construção de uma figura heroica (...) não prevê um sujeito que manipula onipotente a massa de cidadãos indefesos, mas negociação, como porta voz do que naquele momento se edifica para estes como poder e esperança. Assim, ao pretender manipular o outro, o sujeito é também por este manipulado, a ele também se submete.” (p. 25). Dessa forma, na última seção do artigo: Considerações finais, concluem o trabalho com uma série de perguntas – “(as figurações heroicas) não são o alimento de que precisamos para suportar o banal, o ritual rotineiro e a insignificância de nossas vidas íntimas e privadas? Poderíamos viver sem as figurações heroicas? Por que as figurativizações heroicas ainda fazem sentido na vida do homem contemporâneo?” (p. 28) -, que, além de cair em contradição com o que inicialmente fora analisado de uma forma, e toma outra à medida que o artigo se encaminha para a conclusão, não conclui objetivamente, visto que o artigo tem seu desfecho com indagações que não sugerem respostas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

FICHAMENTO DE ARTIGO CIENTÍFICO

Análise do Discurso
Literatura
Política
Fichamento de conteúdo (ou resumo)
MAGALHÃES, Hilda Gomes Dutra; SILVA, Luíza Helena Oliveira da; BATISTA, Dimas José. Do herói ficcional ao herói político. Universidade Federal do Tocantins (UFT). Submetido em 16/10/2007, aceito em 26/11/2007. ISSN 1806-5821. Publicado online em 03/12/2007. Ciências & Cognição 2007; Vol. 12: 18-30 <http://www.cienciasecognicao.org>
O artigo científico, Do herói ficcional ao herói político, de Magalhães, Silva e Batista faz uma análise alusiva entre realidade e ficção, literatura e política, no que se refere, mais especificamente, entre o herói ficcional e o candidato a cargos políticos.
Os autores tomam como base de desenvolvimento de seu artigo a Análise do Discurso (AD) e, por isso, iniciam o trabalho citando vários autores da área – como Bakhtin, Althusser, Foucault, Orlandi, Mussalim, Pêucheux, Heliane de Castro -, para referendar sua posterior análise. O objeto de pesquisa do artigo se dá sob a ótica de maniqueísmo e mitificação, na qual são construídos os heróis literários, que acaba sendo publicitariamente moldada aos candidatos políticos em suas campanhas eleitorais. Dessa forma, o artigo analisa desde as bases de construção dos heróis da literatura, que envolvem preceitos ideológicos, características idealizadas e valores morais, até os “heróis” políticos, que acabam por assumir esse automatismo clichê das narrativas triviais literárias, conferindo-lhes de forma legítima “super poderes” na força da representatividade pública.
Portanto, mediante a um consenso de valores entre eleitores e candidatos, trocas interlocutivas e atualização de um imaginário historicamente compartilhado, vão-se construindo as figurativizações heroicas contemporâneas.
Os autores lançam, mais especificamente, seu olhar sobre tais mecanismos mobilizados na campanha de Siqueira Campos para governador do Estado de Tocantins em 2006.  
Elaborado por: Vitor Lucas Dias Barbosa. Disciplina: Organização de Trabalhos Acadêmicos (OTA)/Letras/UFAL. 2013.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

LINK E JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO ARTIGO CIENTÍFICO A SER RESUMIDO

O artigo científico escolhido é intitulado Do herói ficcional ao herói político, de Hilda Gomes Dutra Magalhães, Luíza Helena Oliveira da Silva e Dimas José Batista. O motivo da escolha é simples. Por se tratar de um artigo que tem como base de seu desenvolvimento a Teoria da Literatura e a Análise do Discurso como suporte teórico, áreas pelas quais eu me interesso, ele ainda faz uma ligação entre literatura e política, compreendendo, dessa forma, o meu objetivo de análise deste e de futuros trabalhos.
LINK: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/649/431

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Resumo crítico do primeiro capítulo do Manual de Textos Acadêmicos e Científicos de Ada Brasileiro

O primeiro capítulo do Manual de Produção de Textos Acadêmicos e Científicos, da autora Ada Magaly Matias Brasileiro, é uma síntese bem apurada sobre o que ela denomina de, e intitula o capítulo, as convenções do mundo acadêmico. Ela inicia tal síntese mostrando o que deve ser feito na elaboração de pesquisas acadêmicas e, como não poderia deixar de ser, por questões contemporâneas, na elaboração de pesquisas eletrônicas. Traz algumas definições sobre o que vem a ser pesquisa, citando a visão de alguns autores a respeito do assunto, e elenca alguns critérios de seleção das fontes de pesquisa tradicionais e também das modernas fontes eletrônicas. Aponta alguns sites confiáveis e formas de realizar pesquisas eletrônicas e dá dicas importantes, no que se referem à filtragem para pesquisas avançadas, no quadro 1, onde ela traz expressões booleanas para busca na internet. Continua o capítulo pontuando questões importantes quanto à linguagem acadêmico-científica e as qualidades que um texto desse porte deve ter; como objetividade, uso da norma culta, precisão e clareza, coesão e coerência, imparcialidade, e elenca num outro quadro as expressões latinas que são usadas no texto acadêmico-científico e imediatamente as terminologias definidas pela ABNT. Logo após essa etapa, que sintetiza os pontos mais cobrados na elaboração textual desses tipos de trabalho, a autora traz uma breve explicação sobre cada um dos mais importantes tipos de eventos promovidos pelo meio acadêmico-científico (assembleia, briefing, palestra, colóquio, congresso etc.) para elucidar os objetivos de cada um desses encontros. Na sequência, ela destaca, esclarecendo algumas dúvidas, os títulos, cursos e distinções acadêmicas – trazendo até uma interessante curiosidade histórica sobre o título Doutor. Encerra o capítulo apresentando a importância das normas da ABNT para a normalização do trabalho científico utilizado no meio acadêmico brasileiro, e apresenta o Método Vancouver, que sistematiza a apresentação e documentação de textos científicos em cursos da área de saúde para publicação em veículos internacionais. 

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

NOS VERSOS NUS

Eu não fico triste, naturalmente você me seduz
Perfeição não existe, mas a gente a induz
Tudo se resolve à trilha de blues
E uma taça de vinho à meia luz

Ah... Meia luz...

Imperfeições imperceptíveis a olhos nus
Corpos nus
Suados como a tampa da panela de cuscuz
Ficam hidratadas as tattoos
É nosso plano de saúde para não depender do SUS
O desejo é o tempero dos corpos crus
Livres de cruz
E para dar um plus
O pecado faz jus
Ao invés do meu nome, você chama Jesus

terça-feira, 6 de agosto de 2013

HEY BOY, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?

E em cima do palco de uma grande casa de show, reclamação, ou elogio (?), ao pequeno público presente, que é melhor assim do que lotado de boyzinho, pois os que estão ali presentes são os verdadeiros da quebrada.
É preferível a casa lotada de pessoas, boyzinho ou quebrada é arbitrário. A questão é: por que tocar numa casa de show que é de boyzinho? A inevitável resposta, que vem à cabeça: porque se espera tocar para os boyzinhos. E ao não encontrar os boyzinhos na casa... Melhor assim do que lotado de boyzinho.
Ass.: Boyzinho.

sábado, 27 de julho de 2013

ATIVIDADE FINAL - Para enTUPIr de ideia!

A música Tupi fusão, faixa 2 do disco Pau-Brasil (capa acima), é uma composição que, por si só, aborda uma temática social. Histórico-social. Pois aborda uma perspectiva da sociedade brasileira, suas miscigenações e sincretismos, através de um viés histórico, através de um olhar indígena, rapsodicamente referendado por levantamentos folclóricos oriundos de obras como Macunaíma, de Mário de Andrade
Pode-se acompanhar o vídeo (abaixo) da primeira vez que essa música foi executada, antes de ser gravada oficialmente no disco Pau-Brasil - produzido com recursos da Funarte e do MinC, via Prêmio Pixinguinha (2008-2009). Ao final da execução, há uma breve entrevista sobre a proposta da música. As palavras proferidas nesta entrevista vêm a corroborar com a perspectiva histórico-social proposta aqui na dinâmica deste trabalho.
A LETRA E SUAS (possíveis) EXPLICAÇÕES:

VITOR PI 
VIM EM TUPI
PRA ENTUPIR DE IDEIA
A CABEÇA DE TODA TRUPE
Em tupi, entupiu
Canibal deglutiu
Tio samba aglutinou
Tu que viu, viu
Quem viu, quem degustou
Gostou do que sentiu
Digeriu, arrotou
Canja de laranja, casca de galinha
Isca de polícia, farda de sardinha
A carapuça serviu
A batina caiu
Bloco carnavalesco, pitoresco Brasil
VITOR PI 
VIM EM TUPI
PRA ENTUPIR DE IDEIA
A CABEÇA DE TODA TRUPE
Pintura rupestre, tinta nanquim
Índio nordeste, tupiniquim
Camisa da Levi’s e calça jeans
No lugar de flecha, bala e fuzis
Sequestro do chefe da fundação
Na mesma língua, sem confusão
Na mesma moeda, a negociação
Capital estrangeiro, pajé, capitão
Pé d’água, toró, como chovia
De português, o tupi se vestia
Se fosse no sol, tu se despia
E dispensaria a hierarquia
VITOR PI 
VIM EM TUPI
PRA ENTUPIR DE IDEIA
A CABEÇA DE TODA TRUPE
No verso aversão à imposição
Servo, sou não, faço a exposição
Sobre condicionamento e catequização
Pobre estamento, mais injusta divisão
Nobres no convés e os negros no porão
Conte de um até dez e prenda a respiração
Quem controla o passado tem o futuro à mão
Conheça sua História, não durma, irmão
Fique esperto, liberto de qualquer exploração
Mais perto do certo, andar com atenção
Antropofagia pra fugir da tensão
Sardinha no cardápio pra fazer a digestão
Como não? Como sim, é apropriação
Nossa risada no fim tem mais sensação
A resistência é a própria ação
A hora da virada é a nossa sanção
VITOR PI 
VIM EM TUPI
PRA ENTUPIR DE IDEIA
A CABEÇA DE TODA TRUPE
Vitor Pi, vim em tupi, pra entupir de ideia a cabeça de toda trupe
Vitor Pi, versão tupi, pra entupir de ideia a cabeça de toda trupe 


A célula desta letra surge numa certa madrugada quando eu pulo da cama com os versos do refrão martelando minha cabeça, levanto para anotá-los e posteriormente fazê-los martelar a cabeça de toda trupe. A letra em si é um aglomerado de situações que nos fazem Brasil, os sincretismos racial e cultural da miscigenação índio, preto e branco, e como a colonização se moderniza a cada dia. Situações que dirigem a temática do disco como um todo, então essa música vem logo como uma porrada depois da faixa de introdução para apresentar o que vai ser a obra. Há nesta letra, na terceira estrofe, um verso (quem controla o passado tem o futuro à mão) que é uma referência à obra 1984, de autoria de George Orwell, nessa obra ele diz que "quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado". Há também uma referência (uma deglutição) a um poema de Oswald de Andrade intitulado “Erro de português”, no final da segunda estrofe: "Pé d’água, toró, como chovia / De português, o tupi se vestia / Se fosse no sol, tu se despia / E dispensaria a hierarquia", observem.

Tamanho foi o reconhecimento de crítica da obra e desta música em si, por seu teor sócio-histórico, que ela acabou por despertar o interesse de intelectuais e artistas de renome como Ney Matogrosso, por exemplo, que irá, em seu próximo disco, gravar esta música. Atualmente, o maior intérprete do Brasil, já vem executando em suas apresentações, com sua peculiar interpretação, a música Tupi fusão do artista alagoano Vitor Pirralho. O vídeo (link abaixo) é a execução de tal música em sua mais recente apresentação no Festival de Inverno de Garanhuns (18/07/2013).
Vale clicar. É Ney Matogrosso executando Tupi fusão.
http://www.youtube.com/watch?v=6nbmee2as1w

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ATIVIDADE 4

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/cultura-e-lazer/segundo-caderno/noticia/2013/03/ney-matogrosso-fala-sobre-o-novo-show-que-traz-ao-estado-4074798.html

A matéria completa está no link acima.

Estes trechos da matéria foram escolhidos para exemplificar casos de catáfora e anáfora:

"De início focado apenas nos "malditos" da música brasileira, Ney logo se viu abrangendo nomes novos e desconhecidos, como Vitor Pirralho (Tupi Fusão), Tono (Samba do Blackberry) e Dani Black (Oração). Mas os gigantes não ficaram fora: Caetano entra comTwo Naira Fifty Kobo, Itamar Assumpção está em três momentos (Isso Não Vai Ficar AssimNoite Torta Fico Louco) e Lobão comparece em Vida Louca Vida. Astronauta Lírico e A Ilusão da Casa, do gaúcho Vitor Ramil, também estão no setlist."

Em vermelho, destacam-se casos de catáfora, quando há a antecipação sobre o que ainda irá ser referido.

"Apesar de abarcar gerações e gêneros, Ney garante que a unidade do espetáculo está preservada, nas entrelinhas."

Já aqui, em azul, pode-se observar um caso anafórico ao perceber que 'gerações e gêneros' retoma 'nomes novos e desconhecidos' e 'os gigantes' que foram citados no parágrafo acima.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

ATIVIDADE 3

ASSASSINOS POR GLAMOUR
O filme Assassinos por natureza (1994) é dirigido pelo renomado diretor Oliver Stone (Platoon, JFK, Nascido em 4 de julho) a partir de uma história criada pelo, hoje, renomado diretor Quentin Tarantino.
A película retrata a história de um jovem casal, Mickey e Mallory Knox, que, numa incursão insana Estados Unidos adentro, sai em busca de vítimas simplesmente pelo prazer de matar.
Esse prazer de matar, na verdade, não é assim tão simplório como pode parecer, esse desejo assassino é uma crítica ao estilo americano de se viver, o tão vendido "american way of life", que, a cada vítima do casal, é mais glamourizado pela mídia sensacionalista, aqui representada pelo jornalista Wayne Gale em seu programa policial televisivo.
Um filme de produção estadunidense, que verte uma crítica à banalização e à glamourização da violência praticadas pelos próprios norte americanos, corajoso e inovador em aspectos conteudísticos e visuais, com uma ótima trilha sonora e personagens que vão do ridículo ao (anti) heroico, acaba por trazer a natureza assassina aos deleites cômicos de programas de auditório.
OUTRAS RESENHAS:
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-37178/
http://objethos.wordpress.com/2011/02/16/resenha-assassinos-por-natureza-1994/

domingo, 26 de maio de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

CHAMEM A GERÊNCIA

Chamem a gerência para eu apresentar minha carteira de identidade, preciso fazer um saque.

terça-feira, 7 de maio de 2013

ATIVIDADE 2

Em nossa aula Os lugares de partida, do dia 29/04, discutimos sobre a necessidade de rompermos com algumas ideias sobre produção textual. Na base de nossa discussão, reside uma concepção de língua para o trabalho com a leitura e a produção de texto. Nesta aula virtual, que corresponde à aula do dia 17/04, vamos aprofundar essa discussão como Possíveis caminhos a serem trilhados em nossa disciplina. 

Assista à entrevista do linguista Sírio Possenti  ao Programa televisivo Juca Entrevista, do jornalista Juca Kfouri, editada em três partes:

http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=L4hbZYndovM&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=ydj42OqNF08
http://www.youtube.com/watch?v=bHrOsn5OGYo

Feito isso, elabore um comentário relacionando as contribuições do linguista sobre as noções de leitura e produção de texto com alguns aspectos do seu relato realizado na última aula. Publique esse texto/comentário no seu blog. Essa atividade 2 valerá 2,0 pontos, tem data de publicação: 08/05. 

Um abraço e bom trabalho,

Andréa.

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ATIVIDADE 2 - Perdendo a credibilidade...

Em prol do fazer-se entender! 

Entendo fazendo leituras, e produzindo, que texto bom é texto inteligível. Mas existem textos ininteligíveis? Não entrarei aqui na questão "nonsense", que faz total sentido, de Surrealismo e Dadaísmo, por exemplo. O que virá à tona, em torno disso, é a discussão sobre situação, intenção e recepção. Em que situação o texto foi produzido, qual foi a intenção do autor e a quem preferencialmente ele redigiu. Na era do acessível, fica até difícil falar em interlocutor preferencial, pois faixa indicativa virou apenas estandarte alegórico de bons costumes, a começar pela produção do próprio material que impõe uma faixa, 14 anos, por exemplo, como em filmes de terror, mas neles sempre estão presentes criancinhas sinistras e possuídas para tocar tal terror. Curioso, não? Quase não há filmes do gênero em que não se tenham menores como elemento aterrorizante, a criança com menos de 14 anos não pode ver, mas pode atuar. Como impedi-las de ter acesso? Como limitar o consumo desta ou daquela leitura?

Bom, impossibilidades em impedir o acesso à parte, temos que analisar a situação e intenção na produção de certos materiais. Quem está acostumado a ler, por exemplo, Paulo Coelho, não irá, certamente, se deleitar com Stephen Hawking, pois são universos muito diferentes, um paira o imaginário místico-religioso e o outro consegue abranger o universo numa casca de noz. Os leitores se dividirão quanto a questões de prazer e entendimento ao fazer essas duas leituras. Nem todo leitor consegue o livre passaporte para transitar em todos os universos, e a aquisição do passaporte não depende dos administradores dos universos, mas somente do passageiro. Ler Stephen Hawking é um exercício que requer acúmulo de leituras, estudo, pressupostos, conhecimento da área, e mesmo assim continuar tendo dúvidas, chegando muitas vezes a classificar o material como ininteligível; já ler Paulo Coelho, bem, é se permitir à hipnose, e eu, particularmente, não gosto de dormir enquanto viajo.

Portanto, acordar apenas no ponto de chegada, a meu ver, não é um exercício interessante, interessante é ter contato com as paisagens que conectam o ponto de saída ao de chegada, dessa forma, interagindo com o caminho na possibilidade de ter a liberdade de criar atalhos, quando julgar necessário. Autores que elaboram textos de mão única, preestabelecem e condicionam visões, através de tradicionalismos e equações imutáveis, são ininteligíveis pasquales apoiados por uma base sistemática que impõe importância no aceitar e não no saber. Assim, o leitor acaba perdendo a credibilidade com o autor, opa, não, o autor perde a credibilidade, será? E agora? Enfim, você me entendeu? 

Então, tá valendo!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

ATIVIDADE 1

Ao longo de todo seu percurso escolar até chegar neste curso de graduação (mesmo que tenha havido interrupções nesse processo), quais são as suas lembranças a respeito do seu aprendizado em leitura e escrita materna? Tente equilibrar seu relato, destacando tanto os aspectos negativos quanto os positivos.

Meu percurso escolar foi ininterrupto e não há aspectos positivos e negativos para equilibrar, só tenho aspectos positivos a pontuar. Desde muito cedo, naturalmente, adquiri um fascínio pela leitura e até desenvolvi uma espécie de compulsão, hoje bem mais controlada, depois de ler uma palavra eu sempre a lia também de trás para frente. De vez em quando ainda me pego fazendo isso, mas como disse, hoje bem menos. Fã de cinema e quadrinhos desde menino, fui tomado muito cedo pelo universo das letras. Dos 10 aos 16 anos fiz regularmente um curso de inglês extraescolar, o que sempre me motivou a só assistir a filmes em sua língua original, para escutar o inglês e através da legenda, em português, notar se minha compreensão da língua anglo-saxã estava boa, uma espécie de treinamento auditivo para o idioma que estava aprendendo e ao mesmo tempo um exercício de leitura em língua materna. Tamanha era a sede cinematográfica que assinei durante um bom tempo uma revista chamada SET, pedi essa assinatura de presente de aniversário a meu pai, dessa forma, além de assistir aos filmes, eu lia muito sobre os filmes - a leitura sobre os filmes era  em português, a publicação da revista a qual assinei era brasileira. Os quadrinhos também sempre foram um tipo de leitura que eu alimentei, até hoje me agrada, durante um bom tempo de minha infância e adolescência eu mesmo produzia umas histórias em quadrinhos, criei até um personagem que, segundo meu pai, poderia ter sido revolucionário se levado adiante, o vampiro aidético. Também acho revolucionária a ideia, um ser hematófago está sujeito a enfermidades transmitidas pelo sangue, faz sentido, mas desisti de insistir no argumento sabendo que surgiriam contra-argumentos sobre a imortalidade de um vampiro, o que o torna imune a qualquer doença, até mesmo ao HIV. Ainda em relação a meu pai, nessa mesma época, aprendi a ouvir Chico Buarque através dele, que é poesia musicada, literatura cantada. Depois comecei a ter contato com a literatura em si, principalmente a pernambucana, pois o meu percurso escolar foi todo trilhado em Pernambuco, além de estudá-la na escola, fui cotidianamente convidado a ler os grandes nomes locais: Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna (pode-se dizer pernambucano), Paulo Freire, entre outros. Ao final do ensino médio, esbarrei no RAP, Gabriel o Pensador foi o primeiro que eu ouvi, então com a carga de leitura que eu já vinha acumulando e depois de ter sido magneticamente seduzido por aquela nova forma de musicar poesia, decidi descarregar minha escrita. Eis-me aqui.

terça-feira, 16 de abril de 2013

THE WALL


Vitor Lucas Dias Barbosa, vulgo Vitor Pirralho. 30 anos. Estudante de Letras reincidente. Sim, há 11 anos entrei na UFAL para cursar Letras, fui bem nos dois primeiros anos (regime anual ainda) e comecei a desandar a partir do terceiro, chegando a trancar o curso e depois a abandoná-lo, os motivos foram basicamente dois: trabalho e inchaço de escroto. Comecei a dar aulas, a ganhar dinheiro e independência, aluguei uma casa e comprei uma moto, comecei a conhecer diversas pessoas, possibilitando assim a expansão do que eu gostaria que se tornasse de fato meu trabalho – no sentido de financiar minha vida, estou falando da minha música. Com minha música ganhei prêmios, estadual e nacionais, gravei um disco, saí do Estado para divulgá-lo, apareci em programas nacionais, gravei um segundo disco (para ouvi-los é só baixar gratuitamente em www.vitorpi.com.br) e uma música desse será interpretada por Ney Matogrosso em seu próximo disco (assistam ao próprio falando a respeito, a partir dos 5 min deste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=g9MX5nBK4GQ), que sai ainda este ano, segundo o próprio. Há pelo menos dez anos venho construindo minha carreira na música, já obtive um certo reconhecimento, mas as artes nos proporcionam apenas momentos de sobrevivência, é um período muito longo de seca e uma chuvinha que vem para verdejar rapidamente e te manter vivo em meio à secura, assim é o ciclo artístico para quem faz arte em Maceió. Bom, este breve histórico é o embrião de minha vida profissional, nos palcos e nas salas de aula, descrito para justificar minha reincidência na UFAL. Ontem, 15/04/2013, voltei à sala de aula como aluno, novamente na mesma universidade e no mesmo curso, Letras. 11 anos depois parece não ter mudado muita coisa. Lembra que no início falei que larguei o curso para poder conciliar meus trabalhos? 11 anos depois sinto ter mais traquejo para lidar com trabalhos e vida acadêmica, vou inclusive associá-los desta vez, coisa que não soube fazer no passado e que agora me motiva a regressar ao curso. Lembra também que o outro motivo para abandonar o curso foi o inchaço de escroto? Pois é, já no primeiro dia de aula pude notar que essa enfermidade novamente irá me acometer nesse regresso. Ontem houve apenas uma recepção para os alunos recém chegados, com as falas da coordenação e da diretoria, justamente para explicar questões de comodidade no novo prédio que agora abriga apenas a Faculdade de Letras, trâmites e hierarquias no curso, enfim, e dar as boas vindas aos calouros. Até então tudo bem, até que, após a despedida e saída dos professores, entra o CA de Letras, representado por dois alunos, que também estavam na sala entre os calouros enquanto os professores falavam, um jovem e uma jovem, para dar também suas boas vindas. A jovem começou a metralhar, metralhar mesmo, pela rapidez em sua fala e por assassinar com suas palavras tudo que a coordenação/direção acabara de falar. Falou que era tudo mentira deles, daquele jeito inflamado, típico de movimentos estudantis que insistem em caminhar sem lenço e sem documento, pois não desenvolveram identidade, caminham contra o vento que soprou nas décadas de 60 e 70, principalmente, do século passado. Que fique aqui bem claro, não faço parte de partido algum e sou sim solidário a causas estudantis, mas a causas atuais, pois aquele movimento conquistou o que dizia respeito aos anseios e necessidades daquela época, é necessário que a classe estudantil dê continuidade às conquistas, só que, a meu ver, de forma repaginada e atualizada. Sei que vão me chamar aqui de chumbeta dos professores e alegar que os anseios estudantis são os mesmos. Bom, não sou chumbeta dos professores, pois sou um deles, sei o que é estar em sala de aula e ter que agradar a gregos e troianos, quantos dos que estavam ontem comigo naquela sala sabem o que é ser professor? Aqueles que falaram pelo CA sabem? Não sei. Quanto aos anseios estudantis, pergunto se são realmente os mesmos, será que as minas pirariam hoje na balada com um baldinho de cachaça e fazendo tche tchererê tche tche se não fossem aqueles que tomaram porrada em busca de uma livre expressão? E tudo isso está acontecendo dentro da universidade, segundo o CA de Letras, o COS é a melhor balada, conselho dado ontem, “Não percam as festas do COS, elas são as melhores!”, será que seus pais sabem que você vai à universidade se embriagar? O movimento estudantil na época da ditadura promoveu mudanças sociais, culturais e políticas, inclusive elevando alguns estudantes à categoria de parlamentares, que hoje, diga-se de passagem, foram militantes de passagem realmente, hoje não representam o que pretendiam, e isso é o que mais sinto nos discursos inflamados atualmente. “Nós do CA lutamos contra o DCE que é atrelado ao governo”, ok, derrubemos então o DCE, o CA ficará isento de alianças políticas? É... Isso me soa como querer preencher a vaga, trampolim político, nada mais. “Tudo é política”, “Aqui não existe hierarquia”, “O professor Fernando Fiuza é uma desgraça”, Rá Tá Tá Rá Tá Tá... Como bom niilista, acredito na política do bom senso, da cortesia, da gentileza, acredito que existem hierarquias naturais (pais e filhos, idosos e jovens, experientes e iniciantes, professores e alunos etc.) e, ao ouvir a descrição feita por aqueles jovens sobre o Fiuza, me senti dentro do filme The Wall, que é uma bela metáfora do Alan Parker e do Pink Floyd para retratar regimes ditatoriais que se refletiram dentro da educação também, claro, mas a trilha estudantil hoje mudou o acorde, o tom é o mesmo: oprimidos X opressores, mas a melodia perdeu a tensão e, para mim, ganhou ares de comicidade. Cito, então, para ilustrar esse matiz, palavras do “desgraça”: “(...) Estranho tempo / Onde a língua / Faz escapar sons / Vindos do mais íntimo / E primário chacra / Acompanhados / Por teclas de grande suavidade / Dando esperança / Ao eterno retorno”. Assim sendo, eu mesmo me dou boas vindas de volta à UFAL, e ao chegar em casa abro minha cerveja, acendo meu cigarrinho e ligo o rádio para relaxar, “Hey, teacher, leave the kids alone!”, e cada vez mais me sinto um tijolo fora dessa parede.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

a.M.F. / d. M.F.

Os pesquisadores do Facebook's Feliciano doesn't represent me chegaram, após várias publicações, a uma nova teoria da cadeia evolutiva do homem. 

Evolução básica do homem (a.M.F.):
Homo habilis, homo erectus, homo sapiens.

Evolução básica do homem (d.M.F.):
Homo sexual, homo fóbico.

*a.M.F.: antes de Marco Feliciano
*d.M.F.: depois de Marco Feliciano

segunda-feira, 18 de março de 2013

REDAÇÃO ENEM 2012. TEMA: O MOVIMENTO IMIGRATÓRIO PARA O BRASIL NO SÉCULO XXI‏

O movimento imigratório, no século corrente, para o Brasil é uma discussão que volta à tona, volta, tendo em vista que tal situação é velha conhecida dos meios geopolíticos e sociais. É bem verdade que as motivações imigratórias são semelhantes às de outrora, porém, o movimento apresenta certas peculiaridades.

Ao final do século XIX e começo do XX, o Brasil recebeu uma grande quantidade de imigrantes, de diferentes nacionalidades, que aqui aportaram com o evidente intuito de constituir suas vidas na prosperidade de um país canaã que vivia sua "belle époque". A semente foi lançada, principalmente na agricultura e na tenra indústria brasileira. 

Heranças deste período moldaram e modelaram a política, a economia e algumas práticas atuais, seja pela manutenção, como domínios latifundiários, ou pela adaptação, como a conquista dos direitos trabalhistas. E é neste antagônico cenário, de manutenções e conquistas e pleno desenvolvimento político-econômico, que o Brasil recebe seus novos imigrantes com os velhos anseios de trabalhar e constituir vida digna que não lhes foi ofertada em seus países de origem.

O Brasil, um dos principais expoentes econômicos mundialmente e portanto bastante cogitado por imigrantes, precisa adotar políticas para lidar com tal situação, priorizando a vida, claro, não por mero asilo ou diplomacia simplesmente, mas para não agravar ainda mais a situação de um país rico em economia e pobre em distribuição. Afinal, estrangeiros e brasileiros construíram um país que emana prosperidade, mas que não parece ser de todos. Faz-se necessário não somente emanar, mas criar políticas efetivas de acolhimento, recolhimento e distribuição.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

PÁRIA

Não é via de regra, mas, geralmente, a arte é a forma de se expressar encontrada pelo pária. Dessa forma ele não precisa se apresentar formalmente, que é onde encontra dificuldades, simplesmente aparece entrosado, por bem ou por mal, as pessoas o conhecem, pois a obra já lhes foi apresentada, ou seja, ele já lhes foi apresentado. O homem é a obra, a ausência dessa é a loucura.

sábado, 19 de janeiro de 2013

THREE WOMEN AND A HALF MAN


da esq. para a dir.: mãe, tia e avó
Minha mãe dizendo que eu fui batizado (nos preceitos católicos), minha tia dizendo que não lembra disso, eu também não lembro, e relatou que quando me levava à igreja, católica, na época em que morei com ela, eu me portava diferente dos meus primos, seus filhos, perante à situação, não ajoelhava, não rezava etc., ela acreditava ser influência da minha avó, sua mãe, pois esta já havia me levado para a igreja evangélica, por isso minha tia acredita que eu não fui batizado, por indiferença com a religião católica e apreço pela evangélica. Vê mesmo... Eu  até apreciei o clima evangélico quando era levado por minha avó para a igreja, o clima musical, eu gostava de cantar os hinos no coral, até hoje ela me pergunta: "Tu te lembra daquele hino que tu gostava era muito?", eu respondo que sim, pois realmente lembro, da situação, do hino em si, não; enfim, abandonei o mecanismo religioso quando me entendi por gente, quando comecei a dissuadir a persuasão clerical e ter fé na ciência, hoje sou um homem que não se curva ante qualquer autoridade, nem aceita nenhum princípio sem exame, qualquer que seja o respeito que esse princípio envolva, um niilista. Porém, curvo-me ante a autoridade que essas três mulheres exercem sobre mim. Sem essas três, eu seria metade. E minha mãe: "Foi batizado sim!", e a discussão ficou elas por elas.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O DIÁRIO DA MÁFIA

Antigamente - muitos mangavam das meninas que mantinham confissões em diários, atualmente - quase todos reproduzem a atitude estranha daquelas meninas de se relacionar com o registro dos fatos através de palavras, seja menino ou menina. É! As redes sociais são diários iguais aos antigos manuscritos, com fotografias coladas especificamente em determinadas confissões, o acesso aos segredos restrito ao grande público e liberado apenas aos amigos que se enquadram nas configurações de privacidade, enfim, "hoje saí com minha melhor amiga e fui tomar sorvete na Chupaki", e uma fotografia fazendo o devido check-in do logradouro e da lambida também, claro. Só elas sabem... É... Bom, nessa comediária das sociais venho também registrar minhas atividades e quero compartilhar com todos que agora eu vou fazer cocô. Háááááááá! Pegadinha. Na verdade, já fiz. Háááááááá! Não, agora é sério, estou na casa nova, naquela que posso chamar de minha, organizando, colocando as coisas em seus devidos lugares como orienta o manual de instruções. Desde o ano passado que venho na montagem da estalagem própria. Quem mais botou pilha para que eu viesse para cá foi minha mãe, "Vá, meu filho, vá que eu preciso desocupar aqui o que você tá ocupando pra eu me organizar", essa foi a pilha, engraçado, né? Estilo renegado e deserdado. Quando eu botei a pilha e comuniquei que hoje dormiria na casa nova ela me desferiu o golpe: "Desertor!". É, eu sei, agora ficou mais engraçado! Preparou um depósito com três fatias de bolo e perguntou: "Vai mesmo? Tome, leve para comer amanhã ao acordar. Será que tem muita muriçoca lá? Leve o repelente. Ligue pra mim quando chegar". Mãe é foda, já dizia Lirinha. Destarte, termino o registro de hoje, meu querido diário, com a certeza de que os tolos entenderão este meu registro como entendem a película O poderoso chefão, eles acham que é sobre máfia...

domingo, 13 de janeiro de 2013

EVOLUÇÃO


 Ali estava eu, sozinho na escadaria, numa nova etapa da vida, difícil entrosamento. Não me esforcei, veio até mim o meu amigo. Difícil é não concordar com o poetinha: não existe a fabricação de amigos, mas o reconhecimento deles. Em meio a tantos exemplares, para ele já tarimbados, fui reconhecido. Meu amigo me reconheceu, escolheu-me, muito antes do Neo ali estava eu, one, o escolhido. Dupla de ataque incontestável. Momentos memoráveis, alguns problemas também. Superação se dá através de evolução. Sinto-me orgulhoso em ter contribuído para a dele, sentimento inefável por ter meu nome no registro de seu filho, e feliz por ter sido reconhecido e influenciado. Obrigado. Parabéns, amigo irmão brother... Bro.