domingo, 19 de dezembro de 2010

Hoje é mais um dia


Não sei o que fazer
Brinquei com minha filha
Que alegria!
Enchi a cara
Fui demitido
Quando pensei em ir trabalhar

Quando pensei em ir trabalhar
Fui demitido
Enchi a cara
Que alegria!
Brinquei com minha filha
Não sei o que fazer

Hoje é mais um dia

sábado, 18 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

FEIRA MÚSICA BRASIL


Aê, rapazeada!!!! Fomos aprovados no projeto Feira Música Brasil (FMB - 2010). Vamos pela segunda vez, este ano, entre os dias 08 e 12 de dezembro, tocar na belíssima capital mineira!!!! Representando Alagoas, só Vitor Pi & UNIDADE!!!!!! http://www.feiramusicabrasil.com.br/

QUEM TOCA NA FMB - 2010:
Antônio de Pádua PB
Babilak Bah MG
Banda de Pífanos de Caruaru PE
BNegão & Seletores de Frequência RJ
Cabruêra PB
Camarones Orquestra Guitarrística RN
Criolina Djs DF
Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte SP
DJ KL JAY SP
Djiiva* MG
EDU MARTINS GRUPO RS
Ferraro Trio SE
Flávia Bittencourt MA
Grupo Uakti MG
Heloisa Fernandes Trio SP
Idson Ricart CE
Jards Macalé RJ
Lucas Santtana BA
Maestro Ademir Araújo e Orquestra Popular do Recife PE
Meninas de Sinhá MG
Mestres da Guitarrada PA
Mim SP
Ná Ozzetti SP
Patrícia Polayne SE
PatrickTor4 BA
Quarteto Olinda PE
Quixabeira de Lagoa da Camisa BA
Rabo de Lagartixa RJ
Renegado MG
Toninho Ferragutti SP
Tulipa Ruiz SP
Vitor Pirralho e Unidade AL
VOYEUR PE
Warley Henrique MG
Witch Hammer MG

CONSCIÊNCIA CRISTALINA


Dia da consciência negra
Dia da consciência cristalina
Limpa, tranquila

Representando o lado negro da força
Amor no coração
Ódio na cabeça
Suor na testa
Sangue nos olhos

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A franja da encosta tinha a cor de laranja

Texto escrito por Gustavo Pessoa em homenagem a jovem Tayra e publicado aqui neste espaço a pedido do próprio autor.

Eu queria falar de cores e ponderei que colorir é uma fantasia...
Refiro-me a conjugação do verbo colorir... E a referência a isso é um cuidado comigo mesmo... É quando eu me lembro que as coisas têm cores e não me lembro de ter sido eu o sujeito que atribuiu cores a elas.
É como se a carroça de tudo passasse pela estrada de nada... E é como se tudo tivesse sido colorido: o viajante, a carroça, a estrada e o precipício.
Eu tinha interesse especial pela viajante... A maior de todas...
Você visitou e fotografou as coisas do mundo que todos nós já tínhamos visto e outras que não foram registradas e que só você viu. Todas tinham cores...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

VAMO NESSA?


FINO COLETIVO e Vitor Pi & UNIDADE
05/11/2010 (próxima sexta-feira)
Jaraguá Tênis Clube
R$ 20,00 no local

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

ANTÍTESE HABITACIONAL

moramos nas cidades?
não, vivemos em ambientes citadinos
só podemos morar em casas, abrigos, barracos, palafitas
enfim...
entre quatro paredes munidas de um teto
por mais precários que sejam

às vezes, pessoas não têm nem isso
ou seja, moram nas ruas das cidades
morar na rua é uma antítese social
é uma antítese até linguística

pois não se mora na
vive-se na
habita-se a

rua... moradores?
habitantes
viventes
sobreviventes

mortos
descartados como sacos de lixo
recolhidos pela limpeza urbana

sábado, 30 de outubro de 2010

SEM PRETEXTO PARA DIZER


Meu amigo Gustavo uma vez me confessou que queria ter vivido em Macondo, a cidade imaginária de Gabriel Garcia Marquez, porque lá, segundo ele, os homens morriam sem morrer, e me recordo que identificava naquilo um certo conforto. Para mim, Vitor Pi, a Literatura sempre foi uma possibilidade de conforto (homens que não morriam), inimigos que eu não enfrentei, cidades que nunca existiram, violências muito pacíficas. Faço RAP, e para quem faz RAP o realismo era menos fantástico, eu queria chamar as coisas pelo nome. Juro, eu queria chamar pão de pão, pedra de pedra, manteiga de manteiga, e me permitam, o preço do poema não cabe no aluguel.
Faz tempo, lembro-me de lhe ter encontrado e de ter tido a sensação de que ele poderia compor comigo. Sujeito preguiçoso, nunca hipotecou seu tempo para isso, mas posso garantir, o DNA dele está presente em muitas das minhas mais delicadas criações. Recordo-me que naquela ocasião sentia-me convidado a refletir sobre o projeto histórico das guerrilhas desse continente que ainda me arrogo a chamar de américa, naquela perspectiva em mesas de bares desprezadas de um centro de maceió, não menos desprezado, ele me sugeriu que melhor seria se nós nos referíssemos aos nossos "elegantes" vizinhos como estadunidenses. Naquele momento me senti americano. E confesso, mais até que brasileiro. E para os bons amigos, uma leve refração até mais que alagoana. Mas eu queria discutir a guerrilha. E pude discuti-la e assimilar convicções, inflexões e dúvidas. É o “desconforto” de conviver tão de perto com o historiador, a propósito, o ofício do historiador é lembrar o que o outro esquece.
Gostaria de ser conclusivo na perspectiva daqueles dois homens, e me refiro a mim e a Gustavo Pessoa, os guerrilheiros eram equivocados por quererem revolucionar o mundo que não conheciam, mas nós éramos, continuamos e seremos sempre intelectuais nervosos, a ponto de não aceitar a ideia fácil de que alguém que renuncia a própria vida para fugir da morte na floresta, que corrompe a cena do avatar, é oportunista. Os mortos que vocês mataram talvez já não gozem de tanta saúde. Guga, eu já não espero mais pela canção. O leitão espera por você, eu também vou sempre esperar para não sentir saudade do teu sorriso.

domingo, 24 de outubro de 2010

QUINTAL CULTURAL

Quero agradecer aqui a homenagem (a primeira do blog www.quintalcultural-mcz.blogspot.com) feita pela rapazeada do Quintal Cultural a meu trabalho. Quintal Cultural é um movimento que, como diz o nome, é feito semanalmente num quintal, promovendo cultura (cinema, teatro, música, capoeira etc.) para a comunidade do Bom Parto e para quem quiser chegar. Deem uma olhada na homenagem feita a mim e no blog todo dessa rapazeada que mantém a resistência cultural num lugar tão pouco privilegiado de recursos e tão rico de manifestações culturais como é o nosso Estado. Valeu, Quintal! Abraço.
Homenagem:
www.quintalcultural-mcz.blogspot.com/2010/10/homenagem-do-quintal-cultural-para.html

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

JUAN SIN MIEMBRO SUPERIOR


Em bom português:
Talarico nunca fui!
Nunca fiz proveito de situações mal resolvidas
Mas o mundo está cheio de voluntários
Sempre dispostos a resolver a sua vida

Em bom portuñol:
Eis que surge un brasileño con nome galante español
"Interesante persona"
Un juan sin miembro superior, na verdad
(Um joão sem braço, em bom português)
Pero con miembro inferior
Pronto para resolver su problema

No hable conmigo
No apierte mi mano
Ah, no tiene miembro superior mismo
No paso semejante riesgo
Te conosco, usted y tuya laia
Toreros pilantras que dan ole en respeto
Tudo bien
No puedo hacer nada!
Tienes el permiso da mujer

Resta-me entonar (ao son de las guitarras españolas):
Que cosa tristeeee!

domingo, 10 de outubro de 2010

SWU VAI TOMAR NO...

Foi exatamente isso que durante alguns momentos o público gritou enfurecido! Por quê? Vou começar a explicar. O lugar do festival é numa fazenda chamada Maeda, que fica em Itu e é de muito difícil acesso. Tivemos que ir de São Paulo até a rodoviária de Itu para embarcarmos num dos ônibus que estavam levando as pessoas direto para a entrada do evento, a fazenda é na rodovia, adentrando acima uns 10 a 15Km, antes de chegar ao município mesmo de Itu (talvez essa medida esteja exagerada, não encontrei a distância oficial da rodovia à fazenda, mas é a medida do nosso desespero - continuem lendo). A ida até o evento foi tranquila, vários ônibus à disposição, empolgação para ver o evento, todo mundo de boa. Mas a volta foi um caos. Todo mundo saindo ao mesmo tempo, aqueles ônibus que levaram até a entrada iam levar de volta à rodoviária de Itu, só que na saída a distribuição das pessoas não existia, todos ao mesmo tempo querendo entrar nos ônibus, tumulto geral, além de um frio massacrante de uns 8/9 graus brincando. O que fizemos, eu, Gustavo e outro brother que encontramos ainda na saída de São Paulo e ficou conosco durante o evento - Rafael, foi encarar a pé, como centenas de outras pessoas, a descida de 10/15Km que ia dá lá na rodovia para tentar embarcar num ônibus que estivesse chegando e tivesse vaga para adentrarmos e ir até a rodoviária de Itu e pegar a condução voltando para São Paulo. Depois de muito tempo conseguimos. Ao chegar na rodoviária de Itu o guichê que vende passagem para São Paulo só iria abrir às 5 da manhã e o primeiro ônibus para São Paulo sairia às 6 da manhã e era naquele momento umas 4 da manhã. E na rodoviária de Itu já havia uma fila gigantesca de pessoas, que conseguiram embarcar nos ônibus antes de nós, do evento até a rodoviária, esperando abrir esse guichê. Bateu um desespero misturado ao cansaço. Nesse desespero negociamos um taxi de Itu para São Paulo, R$ 250,00. Muito bem pagos àquela altura de falta de perspectiva de que horas chegaríamos a São Paulo. Logística muito mal planejada pelo evento.
Relatarei agora algumas outras falhas do evento sem ser de deslocamento. Lembram daquele brother que encontramos ainda em São Paulo, Rafael? Ele não tinha ingresso, foi pra tentar comprar lá na hora e conseguiu encontrar, na mão de um cambista, a R$ 200,00 Pista Premium, aquela mesma que eu mostrei no post anterior no meu ingresso a R$ 560,00 que eu comprei lá de Maceió. Pode uma coisa dessa? Tudo bem. Entramos e vimos os shows de Los Hermanos, The Mars Volta (muito boa banda que eu não tinha aprofundamento em seu trabalho - pesquisarei mais) e por fim o show da noite, Rage Against The Machine. Os caras começaram com a música que eu já previa: Testify, quando começou o peso, eu que estava quase colado na frente do palco, saí sendo levado sem opção para várias direções pela massa enlouquecida que pulava e empurrava de forma caótica e eufórica, nessa hora, eu, Gustavo e Rafael, nos perdemos, cada um foi solavancado para um lado e se posicionou da maneira mais conveniente para cada um ver o show, só nos encotramos ao término da apresentação. Eu fiquei perto da grade mais atrás que terminava a área Premium e tive uma boa visão de lá e consegui ver todo o show mais deslocado da massa ensandecida. A apresentação ia fluindo bem, Zack dedicou a música People of The Sun aos "brothers and sisters of the MST", depois de mais algumas músicas o show foi interrompido porque a grade de segurança que fica em frente ao palco estava começando a ceder, os organizadores do evento pararam o show para consertar, pediram que o público desse três passos atrás, Zack reforçou o pedido dizendo que estavam também muito empolgados por estarem no Brasil pela primeira vez, mas que as pessoas tinham que cuidar umas das outras sem se machucar para o bom andamento do espetáculo. Retomado o show parecia que nada mais pudesse dar errado. Parecia. Na música Township Rebellion o som parou para o público, os PAs falharam, só tinha som dentro do palco, no retorno da banda. Aí o público começou a vaiar e a gritar "SWU vai tomar no...". Depois dessa música, outra pausa para corrigir esse erro na aparelhagem, quando o Rage voltou a tocar tocou uma música improvisada, os instrumentistas fizeram uma base e o Zack ficou rimando em cima, só pra dar aquela ajustada no som. Pronto. Depois disso o show conseguiu prosseguir até o fim sem mais interrupções. No mais, Rage Against The Machine, tirando esse amadorismo de um festival que parecia tão grande e organizado com uma boa proposta, fez um show espetacular! Rage é Rage, né?! Tinha que ser polêmico!

sábado, 9 de outubro de 2010

Starts With U

Preparando-se neste momento para deixar a capital de São Paulo para ir à Arena Maeda em Itu acompanhar o festival SWU.
Este é o ingresso. Repararam no preço? Endividado até o ano que vem, mas endividado com satisfação, pois hoje eu vou presenciar, pela primeira vez na América do Sul, na área VIP (Pista Premium), Rage Against The Machine!!!
Vamos eu e meu amigo Gustavo Pessoa. Depois volto aqui para contar como foi. Não trarei imagens feitas por mim, só palavras, afinal, não vou ficar segurando uma máquina fotográfica na hora que os caras do RATM estiverem executando!!! Vamo que vamo!!!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

MAU FIM

Caros leitores do Manifesto Pi, venho aqui manifestar minha indignação a respeito do que aconteceu, e muitos de vocês devem ter visto, no guia eleitoral de hoje. O candidato a senador, Eduardo Bomfim, veiculou no programa dele a versão do hino de Alagoas feita por Vitor Pirralho e UNIDADE, versão feita numa oficina de produção musical, ministrada por Fernando Nunes em 2007, promovida pela secretaria de cultura do Estado, o resultado de tal oficina seria a produção de duas versões do hino do nosso Estado, uma feita por nós e a outra pela Poeira Nordestina. Foram feitas, oficina bem sucedida. Hoje o candidato utilizou nossa versão em seu programa eleitoral sem consulta prévia aos autores dela, eu e meus parceiros da UNIDADE, no caso.
Deixo aqui bem claro que não tenho vínculos com a candidatura de Eduardo Bomfim, já falei, por aqui mesmo, que meu apoio nessas eleições está nas candidaturas de Alexandre Fleming (candidato a deputado federal - 5010) e de Beto Brito (candidato a deputado estadual - 50100). Esses eu conheço, são meus amigos (inclusive tendo feito de espontânea vontade jingles para suas campanhas - que vocês devem ter ouvido por aí), e por mais corrompida que seja a máquina política é de minha preferência os meus no poder público. Se a política é um jogo de interesse, eis o meu: quero quem eu conheço e acompanho e sei o potencial para fazer o mínimo que seja dentro daquela engranagem enferrujada da administração pública. Quem eu não conheço, nunca me consultou, nunca fez nada por mim, nem sequer pediu autorização para usar minha voz - e usou como se fosse domínio público - no horário eleitoral, esses serão cassados (e caçados) na minha literatura! E, dessa forma, o fim pode não ser bom, o desfecho pode ser mau!
Esse é o candidato que fez uso indevido de material artístico alheio:

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PÉROLA EM ÉPOCA DE PÉROLAS POLÍTICAS

Deparei-me com a resposta de um aluno, que foi questionado em sua prova sobre como era feito o processo de extração do minério na região de Carajás, que em época de eleição vem a calhar. Observem:

"A extração do minério começou quando Collor ainda era presidente do Brasil, ele tomou medidas muito duras e por isso ficou conhecido como o caçador de carajás."

Que beleza! Essa foi sensacional! É pena se esse garoto estiver com idade suficiente para ir às urnas este ano.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PRA TÁ LIGEIRO É NECESSÁRIO TALENTO

Igo Urtiga com seu filhote Guilherme nos braços.
Não se iluda pela cara de moleque
Quando as agulhas batem não tem breque
A região fica ferida
Efeito urtiga
Mas cicatriza
E não sai mais, é para o resto da vida!
Eis que surge a obra, bonita
Como a pessoa aqui descrita
Que habita coloridos, pretos e cinzas
E pinta a amizade com tintas

Parabéns, meu irmão, Igo Urtiga!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MINHA TRIBO SOU EU (Zeca Baleiro)

eu não sou cristão
eu não sou ateu
não sou japa, não sou chicano
não sou europeu
eu não sou negão
eu não sou judeu
não sou do samba nem sou do rock
minha tribo sou eu
eu não sou playboy
eu não sou plebeu
não sou hippie, hype, skinhead
nazi, fariseu
a terra se move
falou galileu
não sou maluco nem sou careta
minha tribo sou eu

ai ai ai ai ai
ié ié ié ié ié
pobre de quem não é cacique
nem nunca vai ser pajé

não sou do samba nem sou do rock
minha tribo sou eu
não sou maluco nem sou careta
minha tribo sou eu
não sou hippie nem sou hype
minha tribo sou eu
não sou clubber, não sou rapper
minha tribo sou eu
não sou nazi nem skinhead
minha tribo sou eu
não sou nerd, não sou Gandhi
minha tribo sou eu
não sou punk nem pós-punk
minha tribo sou eu
não sou maurício nem sou fashion
minha tribo sou eu

meu coração é a liberdade

terça-feira, 7 de setembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

CRIAÇÃO

O homem continua crendo na criação divina
quando, na verdade, o divino é criação humana.
Cada povo tem o seu deus,
ou deuses,
mas cada indivíduo tem seus próprios demônios.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

COMPANHEIROS EM CAMPANHA

Este espaço não foi intitulado Manifesto Pi em vão. É aqui que manifesto meus desejos e convicções. Venho através deste post manifestar minha solidariedade e parceria a alguns companheiros que são candidatos a cargos políticos no pleito de 2010. Não sei se poderia denominar esta atitude tomada por mim de campanha política, até porque quem conhece minhas convicções políticas sabe que eu não tenho filiação partidária alguma nem cedi meu voto a ninguém até hoje. Os meus votos, desde o primeiro, foram sempre anulados. Anulados. Certo do que estava fazendo, não fiquei em dúvida e votei em branco, não, eles foram nulos, não foram computados para nenhum candidato. Nunca encontrei no palanque da vida alguém que correspondesse aos meus anseios dentro da administração pública. Agora é diferente. Apoio meu amigo de infância, Beto Brito, na campanha a deputado estadual com o número 50100. Beto Brito é uma figura que conheço de antigas datas; compartilhamos futebol, pedaladas, música, tristezas e alegrias. Beto é uma pessoa que, de forma inovadora, lutou e conquistou muita coisa, dentro da educação alagoana - professor renomado de Literatura na cidade -, e dentro da cultura alagoana - conhecido promotor de eventos na cidade. Tudo isso sem apoio político ou altruísmo partidário, mas na vontade de realizar. Quem conhece sabe o que falo, quem não conhece sugiro que pesquise sua ficha. Imaginemos, então, se estivermos inseridos no poder o que poderemos fazer pela cultura e educação do nosso Estado! Abaixo, o vídeo de campanha para a TV com o jingle que gravei com meu parceiro Tup para a campanha do nosso companheiro Beto Brito.

Outro companheiro em campanha é Alexandre Fleming. Este não é meu companheiro de longas datas, porém o pouco tempo que nos conhecemos me sinto, no mínimo, à vontade para coadunar ideias e compartilhar convicções políticas com ele. Já sentamos e trocamos algumas figurinhas sobre linguagem, tema que aprecio bastante - quem me conhece ou conhece meu trabalho sabe, e acredito que política é feita integralmente em cima de linguagem. Referencial, metalinguística, até mesmo poética, mas nunca conativa, e essa é a função mais utilizada pelas bases políticas já arraigadas em nossa História. Faltam sinceridade, honestidade e preparo nas falas de enrugados políticos que há tanto tempo transitam pelos congressos e assembleias. Fleming é graduado em História pela UFAL, Mestre em educação e Doutorando em Linguística. Quer preparo? Eis aqui um candidato intelectualmente preparado e que carrega junto a isso a força de sua juventude e abertura para dialogar com a base e com o topo como se não houvesse divisões de patamar (independente de sua formação acadêmica, porém considerando-a ao extremo como princípio de seu discernimento político). Abaixo, o link que dá direto no jingle que eu e meu parceiro Tup, mais uma vez, com auxílio de Herman Torres na gravação, produzimos para a campanha do nosso companheiro Alexandre Fleming. http://alagoasdosnossossonhos.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Jingle-Alexandre-Fleming-por-Vitor-Pirralho.mp3

Muitos devem estar concluindo agora, após a leitura: Que bla-bla-bla esse do Pirralho. Mas o negócio é o seguinte: falo e redijo a respeito porque estou convivendo a correria diária desses companheiros. Pensam que tem uma montanha de grana envolvida? Os caras tiram do próprio bolso para fazer material, para articular gravação de áudio e vídeo, para reunir militantes em encontros de campanha, telefone, combustível etc. O que eu estou ganhando? Nada. Fiz voluntariamente o jingle do Beto e também o do Fleming. Não ganhei nada, mas quero ganhar! Eu apoio! Quero os companheiros inseridos na máquina, aí eu entro na cobertura! Então, se você estiver em dúvida em quem votar no dia 03 de outubro, essa é minha contribuição para esse dia. Peço a sua, se possível, a não ser que você queira Renans ou Fernandos no comando. A responsabilidade é nossa, eu estou assumindo aqui compromisso e responsabilidade com o que redijo, com minhas pretensões. Assuma também, faça-se ouvir. A voz do povo é a voz da justiça!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

AMANHÃ! Grande fusão da cultura local alagoana com as bandas: Xique Baratinho, Vitor Pirralho & Unidade e os DJS Mariwire e Barão, ambiente climatizado e muita diversão! Rua Sá e Albuquerque, em frente à Associação Comercial, jaraguá.
Horário: 22HS
Homens: R$10,00
Mulheres: R$7,00

Proibida a entrada de menores de 18 anos

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SAPIENS (NADA) SAPIENS

As coisas são dignas de ser o que são
Senão não seriam
Mas o que seria ser?
Sei lá, seria saber?
Sabemos que sabemos
Mas o que sabemos sobre ser?
Sabemos que somos
Mas não sabemos ser
Ser é saber que sabe que é
E ser

domingo, 8 de agosto de 2010

MANOEL MANUAL


Manoel, manual de instrução
Para toda função
A melhor reprodução
Passa de graça a informação
Mostra como faz
Apesar de não mais sermos os mesmos
Nem vivermos como nossos pais
Por apresentarmos, com propriedade, propriedades de alotropia
Manoel continua, meu pai, manual, meu guia

Feliz dia dos pais. Agora abra o presente e nos sirva uma dose!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MAIS UMA PÉROLA DISCENTE

Estava mais uma vez praticando meu enfandonho ofício de corrigir provas quando me deparo com essas pérolas a seguir.

A primeira questão pedia para o aluno explicar o que poderia ser feito para melhorar a situação dos sertanejos quanto à falta de água. Simples, não? A resposta deste brilhante aluno foi:

Chover mais, melhores governantes, orar mais para Sto. Antônio ou adjacentes.

Oremos mais para mudarmos a situação sertaneja, por favor. Isso sem citar um outro aluno que sugeriu em sua resposta que uma das soluções seria construir mais poços cartesianos. Pois é, sua matemática parece ter ido ao fundo do poço gramatical.

A outra questão pedia que o aluno explicasse a importância que tiveram os rios Nilo, Tigre e Eufrates para as regiões do Egito e da Mesopotâmia. Aquele mesmo aluno, o das orações aos santos, respondeu:

Esses rios foram, tipo, mega importantes na construção de importantes e suntuosas hidrelétricas.

Que beleza. Imagino a companhia construída por esse povo para geração de energia elétrica já naquela época, aproveitando os períodos de cheia e de seca desses rios para simplesmente produzir energia, nada de agricultura, os produtos agrícolas já deviam ser industrializados. Vislumbro algo do tipo: ENCHENTE (ENergética Companhia HidrElétrica do Nilo, Tigre e Eufrates).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

PLANO DE SAÚDE

Trace um plano para sua vida
Mude seus hábitos
Deixe de beber
Pare de fumar
Pratique esportes
...
Por via das certezas é melhor pagar um plano de saúde

quinta-feira, 8 de julho de 2010

PONTOS CRÍTICOS

Certa vez, presenciei uma discussão entre Frase, Reticências, Trema, Dois Pontos e Ji. Eles discutiam gramaticalmente sobre um assunto físico: qual seria a menor distância entre dois pontos.

Frase, sempre imprevísivel e afeita a criações alheias, sentenciou:
- A menor distância entre dois pontos é a frase. Eu garanto. Sim. É claro.

Reticências tentou contestar, mas, sempre reticente, deixou um ponto sobrando no meio:
- Eu... acho que não... A menor distância são as reticências... Só tem um ponto... um ponto de distância separando dois pontos... É...

Trema, gago e vivendo uma crise existencial, esguelou:
- Que, que, qüe, qüe, que, que nada! O trema é a menor distância. Ele aparece frequen-qüen-qüen-quentemente em algumas palavras e não tem nada que, que, qüe, qüe, que os separe.

Dois pontos, sempre juntos como unha e carne, no intuito de abrir explicações, explicaram:
- Meu caro Trema, o negócio é o seguinte: você está certo quando afirma que a menor distância é o trema por se tratar de dois pontos sem nada separando-os, são como os dois pontos, apenas com uma pequena diferença geométrica, estes encontram-se na vertical e aqueles na horizontal. Mas a grande diferença é: trema não existe! Por isso que eu digo: vá encher linguiça!

Ji, orgulhosa por ter o poder de juntar dois pontos únicos e distintos numa só coda, falou devagar, silabicamente:
- A sílaba ji é que traz a menor distância entre dois pontos, pois ela une a única consoante que tem um ponto com a única vogal que tem um ponto num mesmo pavimento. Assim, frequentemente distantes, ficam agora juntinhas, com os pontos juntinhos, destacando-se na palavra como um jirau.

Chegaram, então, a uma conclusão: as distâncias terminam todas em uma mesma frase, senão em um mesmo texto. Ficam à disposição pontos interrogativos e exclamativos. Ficam?!
Ponto final.

terça-feira, 6 de julho de 2010

AGRADECIMENTOS

Meus sinceros agradecimentos a quem se fez presente no evento do sábado passado (SOS ENCHENTES). Conseguimos arrecadar cerca de meia tonelada de donativos para as vítimas das enchentes no interior de Alagoas.VALEU!!!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

SOS ENCHENTES (mobilização artística)

Descrição do evento:
O evento tem como objetivo arrecadar ROUPAS, ALIMENTOS e principalmente MATERIAL DE HIGIENE que serão entregues na Defesa Civil de Alagoas. Todos os músicos e equipe técnica abdicaram de seus cachês para a realização do evento.

Horário: 3 julho 2010 às 15:00 a 4 julho 2010 às 14:00
Local: The Jungle Music Bar (agora no antigo PaintBall da Cruz das Almas)
Organizado por: Donamaria Arte e Entret., The Jungle, DJ Barão

Presenças Confirmadas:
- VITOR PIRRALHO
- CLANDESTINOS
- JURANDIR BOZO
- COISA LINDA SOUND SYSTEM
- BARBA DE GATO
- DUBEX
- DONAMARIA

- DJ FINIZOLA
- DJ BARÃO
- DJ OLUAS

E muito mais surpresas...

terça-feira, 29 de junho de 2010

CURRICULUM VITAE

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
DADOS PESSOAIS:

Dom Vitor Pi
Brasileiro, mundano, 28 anos
Rua Descendo o Tabuleiro Passando por Jacarecica e pelo Poço e Chegando a Mangabeiras, Num.: 3,14
Maceió - AL
Telefone: (82) 8888-8888 / E-mail: vitorpirralho@hotmail.com

OBJETIVO:

Ser um músico famoso. Não apenas pela fama. Mas se não for pela fama um músico não sobrevive. Se depender somente do reconhecimento morre-se de fome, pois o reconhecimento já veio, falta a remuneração adequada à sobrevivência, digna de qualquer um que ama seu trabalho. Ou pelo menos deseja tornar, aquilo que ama fazer, num trabalho. Não sou professor, estou professor. Alguém me tire da sala e me leve ao palco!

FORMAÇÃO:

• Graduado em interesses poéticos, linguísticos e musicais pela Escola da Propriapesquisa, desde que me entendo por gente.
• Pós-graduado em dar aulas de Literatura e Interpretação de Texto pela Universiocrisia da Vida, desde que precisei provar minha competência sobre ser independente para a sociedade.
• Mestre em execuções poéticas, linguísticas e musicais pela Difaculdade da Vida, desde sempre, formação contínua.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL:

• No campo docente algumas experiências decentes e várias outras indecentes (até mesmo levando calotes), mas, para mim, sempre discentes. Mesmo quando já sabendo.
• No campo poético-musical algumas experiências surpreendentes e várias outras surpreendentes, mas, para mim, sempre surpreendentes. Mesmo quando já sabendo.

QUALIFICAÇÕES:

• Inglês – Fluente (Thanks Aunt Di).
• Curso de MS-Dos (7.18.1.ç.1.19 1 20.9.1 4.9).
• Curso de datilografia (Graças a Tia Di).
• Inerente jogador de futebol.
• Poeta por natureza.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

• Premiado em 2003 pelo Alagoas em Cena.

• Em 2008, selecionado entre mais de 3.000 inscritos de todo o Brasil para participar do Programa de Mapeamento Cultural Rumos do Instituto Itaú Cultural edição 2007 - 2009.

• Selecionado em 2009 pela Funarte (Fundação Nacional de Artes) e MinC (Ministério da Cultura) entre os 54 artistas de todo o Brasil que integram o Projeto Pixinguinha 2008-2009.

• Selecionado em 2010 para tocar no Festival Conexão Vivo, edição Belo Horizonte - MG.

• Disponibilidade para mudança de estado, não necessariamente de Estado.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

PÍLULA

Agora esqueci
Engravidei

P.S.: Discutindo sobre Literatura com meu irmão Thiago.

sábado, 19 de junho de 2010

ATEU, GRAÇAS A DEUS


Acabo de ver um e-mail power point que me inspirou a escrever esta crônica. E-mails power point são sempre muito comoventes, com mensagens bonitas, cheios de dizeres que nos causam reflexões. Que piada, sejamos realistas, os livros de auto-ajuda ganharam foi versões eletrônicas. Frases prontas, pré-elaboradas e que, convenhamos, não servem para nada. Desculpem-me os leitores dessa categoria literária, mas se precisarem de indicações de leitura...
Este e-mail especificamente abordava uma questão religiosa. Cada slide citava um caso de morte vinculado à descrença em deus. Alguns me chamaram bastante atenção. Um deles dizia que Cazuza, em um show, deu um trago num baseado em cima do palco e soprou a fumaça dizendo: “deus, essa é pra você!”, depois, como todos sabemos, ele morreu devido ao HIV. Cheguei a uma conclusão: não fumem maconha, ela provoca AIDS. Outro slide citava um caso de um acidente de carro envolvendo jovens embriagados. Eles foram até a casa de uma amiga para buscá-la, já sob efeito alcoólico, para irem a uma balada. A mãe da jovem preocupada com a situação disse a ela: “cuidado, filha, vá com deus.”, ela respondeu: “só se ele for no porta-malas, pois aqui está lotado.”. Eu, particularmente, gostei da resposta. Bom, algumas horas depois o carro foi encontrado quase totalmente destruído devido a um acidente, todos os ocupantes mortos, o que sobrou do carro foi o porta-malas. Impressionante, não? E não foi só isso, no porta-malas foi encontrada uma bandeja de ovos, totalmente intacta. Conclusão: não misture álcool com ovos, você pode virar omelete.
O último slide dizia: “Se fosse uma piada você repassaria o e-mail, você vai repassar este? Repense como anda sua relação com deus. E que ele te abençoe.”. Eu vou ter que usar a frase mais clichê de todas: Pelo amor de deus!... Vamos deixar deus em paz. Se tudo vai mal, deus proverá, se tudo vai bem é graças a deus. Será que as mortes de Cazuza e daqueles jovens são obra de deus para que nós reflitamos? Será que a miséria, desigualdades e sofrimentos pelo mundo afora também são? Se deus é tão bom e perfeito e todos somos seus filhos, criados a sua imagem e semelhança, por que tantas diferenças?
Não usar o nome de deus em vão? ‘Pelo amor de deus’ e ‘graças a deus’ são expressões utilizadas cotidianamente como meras interjeições, de forma tão vã que já perderam o âmago de seus significados. Quem as utiliza, usa o nome de deus em vão diariamente. Não respeito nenhuma religião como forma de doutrinamento, respeito manifestações lúcidas de crença, cada um com suas convicções. Eu tenho as minhas. Das vãs expressões a que mais me agrada é ‘deus é esperança’. Por quê? Porque esperança é um sentimento que só o ser humano pode alimentar, e se você almeja a melhoria e trata tal esperança como uma forma de materialização de deus, você é a própria esperança, você é o próprio deus. E se a mim não for permitido, pela arcaica inquisição que paira na cabeça de muitos até hoje, pensar que eu sou deus, então, eu sou ateu. Graças a deus!
P.S.: Que eu não morra amanhã. Já pensou? No próximo e-mail power point estará a seguinte citação: “Jovem rapper que escreveu um texto em seu blog dizendo que deus (sempre com a inicial minúscula) não existe, morreu fumando um baseado e tomando uma cerveja que acompanhava omelete de tira-gosto .”
Prezados leitores, fiquem todos com deus! (rsrs)

EU QUERIA SER VENTO... (dissoneto)


Eu queria ser vento
Para não ser visto
Apenas sentido

Ser esquecido
Durante um momento
E lembrado no arrepio

No mormaço ou no frio
Desnudo ou agasalhado
Esquecido e lembrado
Revolto e sutil

Na tormenta, ser brisa
Tornado, na calmaria
Ser tristeza e alegria
Na atmosfera da vida

terça-feira, 25 de maio de 2010

GROOVEBOX À VENDA

Aos fazedores de som, DJs e afins, ponho à venda um Roland MC-303.
R$550,00

quarta-feira, 19 de maio de 2010

não nEGO

tento todos os dias arduamente ser bom no que faço
não dá, só consigo ser excelente

MASSAGEM

Só há uma coisa que amo mais que o amor
Demonstração de amor

terça-feira, 11 de maio de 2010

A BATERA SEM UMA PEÇA


















A música alagoana ficou sem uma peça de sua História neste último dia 11 de maio. Morreu de uma cirrose hepática o músico Beto Batera, doença da qual já vinha se tratando há alguns meses.
Presto aqui minha singela homenagem a este grande baterista que, por diversas vezes, tive o prazer de ver tocar. Sempre cheio de estilo, fosse galgando a batera ou em cima de sua possante motocicleta. Não sou um grande conhecedor da sua pessoa, mas sempre fui, como músico da nova geração alagoana, admirador de suas habilidades na bateria. Não somente na bateria, na música como um todo.
O momento de maior aproximação que tive com esta figura foi há alguns poucos anos quando estávamos no Trilha do Mar, local frenquentado pelo músico para se divertir e fazer boas apresentações também com outros grandes nomes do jazz alagoano. Esse não era um dia de apresentação, era um dia comum de confraternização entre amigos e músicos e eu estava presente. Num determinado momento da noite, Beto Batera pega um violão e começa a funkeá-lo, isso mesmo, um violão, demonstrando toda versatilidade de um músico com propriedade. Eu já entrosado e à vontade com tamanha simpatia que ele sempre emanava, começo a largar rimas em cima daquele funk que ia saindo do instrumento de cordas manipulado por um instrumentista percussivo de ofício, ele se deliciava com minhas rimas e dava gargalhadas contagiantes. Ao término de um improviso ele pediu: "Vamo outra aí, Pirralho!". Passamos boa parte da noite improvisando com rimas e batidas, de violão.
Muito legal. Fica aqui meus sinceros sentimentos de perda e de admiração por esse músico que marcou História na música alagoana e nacional, tocou com grandes nomes consagrados e se consagrou com a alegria de ser autêntico e com a simplicidade de ser Beto Batera. Aqui jaz um pedaço do jazz.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

DESmaio

30/04/2010 (AMANHÃ!)
Vitor Pirralho & UNIDADE e Gato Zarolho
Rua Sá e Albuquerque, 674. Jaraguá. Maceió/AL.
Galpão 674
R$ 10
A partir das 22:00
Durante todo o mês de maio em Jaraguá, diversos artistas, compositores, bandas e DJs subirão ao palco para apresentar seus trabalhos ao público alagoano em shows e festas.
O histórico bairro de Jaraguá, com sua vocação natural para eventos culturais, foi o local escolhido para a realização de uma extensa programação musical durante todo o mês de maio e batizada de DESmaio, uma alternativa para os fãs da boa música em Maceió nas noites de quinta a domingo.
Os artistas locais que sobem ao palco DESmaio foram escolhidos para representar o que de mais novo e representativo acontece hoje na cena da música autoral da cidade. Uma seleção pautada na diversidade estética.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Plantão Queijo Elétrico no Conexão - De 12 a 20 de abril


Vídeo promocional do festival CONEXÃO VIVO realizado na belíssima capital mineira, Belo Horizonte, evento do qual fizemos parte, Vitor Pi & UNIDADE e Wado. Mais uma conquista para a cena musical alagoana. Confere aí! Valeu!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

GENOCÍNDIO


Tez avermelhada
Sarampo, catapora
Silvícola, caipora
Sofisticado primitivo
Cultura morta, povo vivo

Quase vivo

Miçangas, fumo, pinga
Tecidos, espelhos, línguas
Mortas, extintas, impostas
Na costa, no interior
Que sabor tem quem vem do exterior?

Quase morto

Extermínio, genocídio, chacina
Antídoto, imunidade, vacina
Emboscada, armadilha, por milhas e milhas
Congressos, conquistas amargas
Iracema, América, Vargas

Quase tudo
Quase nada

terça-feira, 30 de março de 2010

LIVRO ABERTO...

Livro aberto de acesso público. Livro aberto que convida leitores a serem co-autores. Páginas escritas, páginas a serem escritas. Não há borrachas ou corretivos para apagar o que já foi redigido. Porém há páginas em branco e tinta sobrando. Capítulos podem ser revisitados, reescritos jamais. Há até tentativas de reescrever alguns capítulos atribuindo-lhes uma nova perspectiva, mas serão novos capítulos, pois, recapitulando o que aqui já foi escrito, não há como apagar o que já foi redigido.
Livro aberto, com capítulos bonitos e outros fatídicos, que espera além de entreter ser tratado com comprometimento. Não há um gênero específico para a literatura contida neste livro. Há passagens líricas, narrativas, poéticas, crônicas, clichês, específicas, felizes, melancólicas, enfim, não há regras literárias a serem seguidas. Não neste livro.
Há toda uma salada estilística nesta obra em aberto, mas ela prioriza em qualquer de suas passagens o diálogo. Através do diálogo torna-se comum, sem separação tipológica, por isso o convite aos leitores para tornarem-se co-autores. Somos todos autores-leitores ideais. Nesta obra não há personagens solitários, há momentos de solidão. O monólogo é bomba-relógio, em alguma passagem destrói-se, em algumas obras finaliza-as, do contrário não perdura o livro inteiro.
Sem comunicação, sem intertextualidade, os livros tornam-se apenas vizinhos na mesma estante. As obras precisam de interdisciplinaridade, precisam mostrar-se através da metalinguagem (metalinguagem diferente de monólogo, metalinguagem igual a apresentação) para poder serem avaliadas, discutidas, interagidas, criticadas e elogiadas. Precisam dividir o mesmo instante da estante que ocupam.
O título desta obra? Minha vida, um livro aberto...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Faço um convite para que no dia 19 de março você se faça presente no evento chamado REACENDA, será realizado no The Jungle. Bandas locais que estavam "apagadas" reacenderão suas chamas neste evento. Poeira Nordestina, Donamaria e Chamaluz.
Vitor Pi ainda aceso! rsrsrs

segunda-feira, 8 de março de 2010

INFINITO DE MARÇO

não se prendam a datas
a sua data são todos os dias
ininterruptamente imprescindíveis, jamais intermitentes
levam a vida no seio
especiais em toda e qualquer espécie
nunca passam despercebidas
apercebidas de amor, sempre!

segunda-feira, 1 de março de 2010

ALAGOAS ARTE E CULTURA

Programa produzido em novembro de 2009 pela TV Assembleia, canal fechado da TV alagoana, e apresentado por Paulo Poeta. Músicas do disco Pau-Brasil executadas ao vivo e entrevista.
Bom apetite!
Entrevista, Carne e aval, entrevista.

Língua geral.

Entrevista, Index, entrevista.

Extinção abundante, entrevista, Siga lá.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

BANDEIRA

Em homenagem ao professor Paulo Bandeira, assassinado em 2003 no município de Satuba - AL por denunciar um desvio de verba pública que iria ser investida em educação. É assim que eles nos querem, calados. Contrariando seu querer, eis-me aqui:

Militares, parlamentares, envolvidos
Num ato ilícito
De geração em geração, coronelismo
Passam por cima da lei sem altruísmo
Mas eles são a lei num universo fictício
No convívio dos suínos eles são reis
Sempre que preciso nunca é a minha vez
Nunca é a nossa vez, não temos vez
Nada vezes nada dá nada
Tudo para os outros, nada para nós
Viva a voz, a voz de Zapata
Que desata o nós da garganta
Que desata os nós da gravata
Não há necessidade de gravata pra quem canta a liberdade
A verdade se alcança sem farda!

PAULO, NÃO DÁ BANDEIRA, NÊGO
NÃO REVELA O SEGREDO
PRO SEU FILME NÃO QUEIMAR

Ele amassa, tu bate
Ele ama Satuba

Grandes crimes, pequenas cidades
Passam batidos aos olhos da sociedade
Assassinato cometido por causa de um achaque
Por achar que prevalece a impunidade
O professor no papel de educador nos ensinou
Lute sempre a favor da verdade
Pra tocar fogo, uma denúncia:
Desvio de verba pública
Pra tocar fogo na denúncia
Um passeio pela cana-de-açúcar
Prefeito A, parlamentar X
Encheram de dinheiro os bolsos
Na sala de aula nem um giz
Pra traçar dessa miséria um esboço
Vai no esforço do formador de opinião
Preparar para a vida, educação
Vem comigo, vem
Estou do lado do bem
Qualquer dia queimam meu filme também
Mas vale a pena morrer lutando
Pelo que não vale a pena viver sem
“Não quero vingança, quero justiça”
É a melhor das alternativas
“Não quero vingança, quero justiça”
Palavras da mulher da vítima

PAULO, NÃO DÁ BANDEIRA, NÊGO
NÃO REVELA O SEGREDO
PRO SEU FILME NÃO QUEIMAR

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

SUICÍDIO LINGUÍSTICO

A definição básica de ‘verbo’ é: palavra que designa ação. Sendo assim, uma palavra que carrega esse estado gramatical e que me mata de intriga é o verbo ‘morrer’. Se o verbo é a prática da ação pelo sujeito, a não ser que não haja um – como em chover, trovejar etc., o verbo ‘morrer’ me soa como a verbalização do suicídio. Percebe? “Ele morreu!” Ou seja, ele praticou a ação de morrer, o que me leva a concluir que ele o fez querendo.
Particularmente também não me agrada o pronome reflexivo junto ao verbo suicidar. “Ele se suicidou!” Uma pessoa só pode mesmo suicidar a si (mesma (?)), nunca suicidar outra, concorda? Bom, certamente Vladimir Herzog discordaria de mim, mas essa seria uma discussão política e não mais linguística. Prefiro dizer que uma pessoa cometeu suicídio, ou se matou, assim caracterizando a prática da ação de tirar a própria vida.
Outra curiosidade, ainda referente ao suicídio, é sobre quem consideramos suicida. Imagine a seguinte situação: alguém feliz, sem problemas familiares, sem problemas financeiros, enfim, bem resolvido com a vida, que por uma situação trágica (imagine uma bem pesada) é motivado por um impulso desesperado e tira sua própria vida. Você consideraria esta pessoa um suicida em potencial? Ele cometeu suicídio, é certo, mas seria ele um suicida, na categoria daquele que por mais de uma vez já tentou se matar e sempre está tentando, que não é bem resolvido consigo (próprio (?)), tendo motivos ou não? E agora Hamlet?Creio que a Gramática sim deva estar cheia de problemas mal resolvidos e com motivos de sobra para se suicidar a si própria e matar-se a ela mesma! Enquanto não consegue fazê-lo ela vai suicidando a língua num processo tradicional de mumificação. Falo Verissimamente que a Gramática deve apanhar todos os dias para saber quem manda!

SAUDADE

Dizem que a palavra 'saudade' só existe na língua portuguesa, em outras línguas dizemos sentir falta, assim por extenso, o que é o significado deste irreversível significante, deste desagradável vocábulo: saudade.
Pode muitas vezes apresentar-se até de forma agradável, quando sabemos que ela durará apenas um certo período, mas quando ela apresenta-se de forma eterna é que se revela a tamanha irreversibilidade da palavra, do sentimento de impotência.
Saudade, irmão. Sinto muito a sua falta. Gostaria de poder pegar o telefone agora, hoje, neste dia, 19 anos depois de ter te embalado em meus braços pela primeira vez, para dizer: E aí, Felipão?! Parabéns, irmãozinho! Feliz aniversário!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

TELE MARTÍRIO


Após passar 27 minutos e 05 segundos ao telefone com uma atendente, apenas para mudar o endereço de entrega da fatura de minha conta telefônica, escrevi este poema:

OI!
Você está VIVO?
CLARO!
Então TIM-tim
Um brinde por você ter sobrevivido a uma atendente!