quinta-feira, 28 de abril de 2011

VEM COISA BOA POR AÍ


"Ney recebeu a reportagem da Revista do Brasil em sua cobertura no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Conversou sobre tudo, com a habitual franqueza." E soltou essa:

RB: Essa é outra característica marcante de sua carreira. Você sempre gravou canções de novos compositores. É um cantor generoso.
NEY: Gravo músicas de novos compositores por necessidade, e não por generosidade. Não componho e a maioria dos grandes compositores grava as próprias canções. Não posso me dar ao luxo de depender apenas de um grupo. Nem quero. É claro que tenho o maior prazer de divulgar o trabalho de alguém que está começando, batalhando, mas meu critério de escolha passa sempre pela qualidade. Eu ouvi, outro dia, um trabalho maravilhoso de um cantor de rap alagoano sensacional.

RB: Qual o nome dele?
NEY: Vítor Pirralho.

RB: Vítor Pirralho?
NEY: Sim. Descobri o menino por acaso. Estava no hotel em Maceió e comecei a ler uma matéria sobre ele no jornal da cidade. É um professor de Literatura que faz rap-repente antropofágico de origem afro-indígena.

RB: Rap-repente antropofágico de origem afro-indígena?
NEY: É (risos). Achei diferente. Primeiro, o rap dele não explora a temática do favelado. Começa por aí. Ele faz rap partindo do ponto de vista do índio, da antropofagia. Achei a ideia genial e pedi ao meu produtor que entrasse em contato com o Vítor. Ele apareceu à tarde no hotel, com seu disco, que também é muito forte musicalmente. Já escolhi uma canção para meu próximo trabalho.

Para ler a entrevista completa acesse:
http://www.fatoexpresso.com.br/2011/04/19/ney-matogrosso-ele-quer-ser-bandido/

sexta-feira, 22 de abril de 2011

TODO DIA É TANTO (bote fé)

Na semana santa, minha demontração de fé: só acredito vendo!

Levei-te ao natal
Você nem me viu
Depois, carnaval
O bloco não saiu

Cinzas tentativas
Antes coloridas
Em cores tão vivas
Agora duvidas

Na semana santa
Eu quero vermelho
Sem chá de planta
Ou divino conselho

Sincretismo do riacho doce
Adentrando o oceano salgado
Quem te vai, quem te fosse?
Calmo riacho ou mar agitado?

Sou o europeu indiano
O plebeu clerical, a micose
Sou índio do luxo africano
A ressurreição, outra dose

terça-feira, 19 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

PERFIL

Quem sou eu?
Boêmio, um amante,
poeta, um intelectual nervoso,
neto, filho, sobrinho, irmão,
pai da Tarsila.
O resto diz respeito a avaliações e conclusões alheias.

Quem não me conhece que me venda,
quem me conhece que me compre.