sábado, 1 de setembro de 2012

CRUZOU? É!


Hoje foi um dia de polêmicas, acredito que foi como todos os dias, na verdade, até porque a polêmica é causada quando há confrontações a dogmas, a regras invisíveis, a acomodações. De costume, ser rechaçado por rechaçar virou rotina para mim. Na boa, estou de invólucro inchado. LC é demais? 3,14 em primeira pessoa é menos demais, mas em terceira pessoa se anunciando... é o rei! Minha patroa é protagonista? É, ela detém o dinheiro, mas na sala de aula o comando é meu, a orientação é minha, até ela seguir os dogmas e as regras e as acomodações e me menosprezar, como sempre aconteceu. Pedir para ficar eu não vou. Mas se minha obra estourar com a indelicadeza de Isadora e a meiguice de Gina ela pede para eu ficar. Fica! Fica! Fica! Até o candidato que ela apoia vai posar ao meu lado para engradecimento mútuo que me exclui. A peça menos importante é sempre a crucial, a que está na vanguarda, o peão. Passo a ser oportunamente o protagonista e ela passa a me maisprezar. Se é para o bem do polvo e felicidade geral, danação, diga ao polvo que pico. Pico a mula, embainho a espada e fico, em atividades mais lucrativas. Danou-se! O que farei a partir de agora? Sinto as dores do parto, é hora de parir ou de partir? Só sei que a dor do parto é grande. Paro, parto, fico, pico? Fui envolvido pelo polvo, um único ser de tentáculos coloridos e alaridos tentadores. Tantas dores e cores numa sinestesia sem anestesia, de pouco entendimento e de formas miméticas, não antropofágicas, mas miméticas, não antropofágicas, mas miméticas, não antropofágicas, mas miméticas... Enfim... Já faz 9 meses e eu quero parir 300, se eu botar meu amor próprio na avenida não vai valer 1,99. Porque aqui a vida é Real ($), levo calotes oficiais de instituição de ensino e prefeitura, e extra-oficiais de quem bota quazinada na seda e viaja na maionese. Em meio a esse meditabundo fuzzuê vejo que prosperou Robinson Crusoé. Será? Terei o mesmo fim?

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